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CURIOSIDADES

 

 

   Não se meta na minha vida!
  P. Francisco Javier Rosell Peralta
 
Os pais que sabem se meter na vida dos filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem. Lembro-me de uma ocasião em que escutei um jovem dizendo ao seu pai:

- Não se meta na minha vida!

Esta frase calou fundo em mim, tanto que freqüentemente a recordo com relação a pais e filhos, imaginando ser eu aquele pai, e o que responderia ao meu filho.

- Filho, eu não me meto em sua vida, você é que se meteu na minha!

Faz 17 anos que, graças a Deus, pelo amor que nos unia, à sua mãe e a mim, você chegou em nossas  vidas, ocupou nosso tempo durante quase três meses, sua mãe se sentindo mal, sem poder se alimentar, pois tudo o que comia lhe causava vômitos, precisando ficar de repouso; eu tive de me repartir entre as obrigações do meu trabalho e as de casa, para ajudá-la.

Já não podíamos ir a todas as reuniões, não freqüentávamos tanto os amigos, na verdade nos distanciamos de muitos deles por sua causa...

Nos últimos meses antes de você chegar, sua mãe não dormia e não me deixava dormir, eu precisava levantar cedo para ir trabalhar, no entanto tinha de me esforçar para ser paciente e ajudar sua mãe a se sentir melhor, para que você estivesse bem.

As despesas aumentaram incrivelmente, pois grande parte de nossas economias eram gastas com você: com um bom médico para cuidar de sua mãe, ajudando-a a manter uma gravidez saudável,  com medicamentos, já na Maternidade, na aquisição de um guarda-roupa completo para você... sua mãe não podia ver algo de bebê que não quisesse logo para você: um berço, um cesta de alças (moisés), um carrinho de rodas, tudo o que fosse possível para você se sentir bem confortável.

Nem sequer me dei conta de ter deixado de adquirir coisas para mim, e você sabe como os aparelhos de som e os computadores me fazem delirar!

... Não se meta na minha vida?

Chegou o dia do seu nascimento, e era preciso comprar uma lembrancinha para cada pessoa que vinha conhecê-lo. Sua mãe dizia: "temos de preparar um quarto para o bebê".

Desde a primeira noite não dormimos. A cada três horas, com a estridência de um despertador, você nos acordava para que o alimentássemos, outras vezes porque se sentia mal e chorava, chorava, chorava, sem que pudéssemos ficar tranqüilos, pois nem sempre sabíamos o que se passava, e às vezes chorávamos junto com você...

... Não se meta na minha vida?

Todo tipo de doença infantil acometia você, tivemos que suspender muitas saídas nossas; sua mãe já estava toda preparada para ir a alguma reunião - depois de meses sem sair de casa -, eu, inclusive, a ponto de apressá-la, e ela me chamava para dizer: mudança de planos, nosso bebê está com febre, não podemos sair...

... Não se meta na minha vida?

Você começou a caminhar, e já nem sei desde quando tive de ficar andando atrás de você, se foi mesmo quando começou a dar os seus passinhos ou quando acreditou que já sabia fazê-lo. Eu não podia mais me sentar tranqüilamente para ler o jornal ou ver o jogo do meu time, na TV, porque era você acordar e sumia da minha vista, eu tinha que sair atrás de você para que não se machucasse.

... Não se meta na minha vida?

Entretanto recordo o seu primeiro dia de aula, quando precisei telefonar para o trabalho, dizendo que não podia comparecer, já que você, na porta da escola, não queria se soltar de mim e entrar, chorava e me pedia que não fosse embora; foi preciso entrar com você e pedir à professora que me deixasse ficar ao seu lado, na sala, nesse primeiro dia, para ir tomando confiança; depois de se sentir bem seguro, chegou até a me dispensar: a maioria das vezes não só não me pedia mais que eu não fosse embora, como se esquecia de se despedir de mim ao sair correndo do carro para se encontrar com os novos amiguinhos.

... Não se meta na minha vida?

Do colégio, recebíamos freqüentes observações: não liga para nada, é indisciplinado, briga com os outros, não quer fazer seus deveres, passa o tempo no banheiro, rabiscou a caderneta do coleguinha, machucou o pé, quebrou a mão... além disso é pago o colégio em que você estuda.

Você foi crescendo, como também as suas aventuras, a tal ponto que um dia tive de suplicar ao  diretor para que não o expulsasse.

... Não se meta na minha vida?

Mal a vizinha me via chegar, já vinha me dizer: "seu filho quebrou uma vidraça da minha casa, rabiscou a parede, anda brigando com o meu filho etc".

Você continuou a crescer, mas queria fazê-lo apressadamente, urgia conhecer todos os lugares de diversão da cidade, você só tinha 13 anos e queria ir a todas as festas de seus  amigos que completavam 15, não queria mais que o levássemos aos seus encontros, pedia que o deixássemos uma rua antes e voltássemos para pegá-lo uma rua depois, porque você é "cool", não queria saber de chegar cedo em casa, ficava chateado se lhe dávamos regras a seguir, não podíamos fazer comentários acerca de seus amigos sem se voltar contra nós, como se você os conhecesse a vida inteira e nós não passássemos de uns perfeitos desconhecidos para você; me empresta o carro, ia dizendo, e eu me sentia o pior pai do mundo por não fazê-lo...

... Não se meta na minha vida?

Constantemente sua mãe precisa arrumar as mesmas coisas do seu quarto, incluindo as que você larga pelo assoalho, ela arruma num dia e no outro tem que fazer tudo de novo, pois estão sempre espalhadas.

... Não se meta na minha vida?

Já se passaram meses e suas notas escolares não chegam, sua mãe e eu não queremos criar mais problemas, perguntando; chamaram-nos da escola e precisamos ir falar com a professora, sabemos que você foi reprovado, e se não se apressar perderá todo o curso...

... Não se meta na minha vida?

Cada vez fico sabendo menos sobre você, por você mesmo, e mais pelo que ouço de outras pessoas. Já nem gosta de conversar comigo, diz que vivo repreendendo você, qualquer coisa que eu faça lhe soa mal, ou se torna motivo para zombar de mim, pergunto: com todos estes defeitos eu teria podido lhe dar o que você tem tido até o momento?  Serei mesmo esse ser humano tolo e torpe? Sua mãe passa noites em claro e por sinal não me deixa dormir, dizendo que já é de madrugada e você ainda não chegou. Você só me procura quando é preciso pagar alguma coisa, ou precisa de dinheiro para ir à escola ou para sair, pior ainda, diz que eu só o procuro para lhe chamar a atenção... 

... Não se meta na minha vida?

Hoje me telefonaram, dizendo que será celebrada uma missa em ação de graças por todos vocês que concluíram a Faculdade; você mesmo me avisou, mostrando desinteresse, como se não lhe importasse que eu fosse participar da cerimônia, e no entanto esta foi para mim uma grande notícia que me fez sentir muito feliz. Como eu poderia perder esta celebração, disse-me a mim mesmo, e aqui estou eu.
 

... Não se meta na minha vida?

Sem dúvida, a esta frase repetida e à minha reflexão, cada um de vocês, que é pai, pode acrescentar suas importantes opiniões, pode corrigir, aumentar e até modificar o sentido,  mas não quero nem imaginar que vocês, sendo pais, tivessem decidido a não se intrometerem na vida de seus filhos, pois o que teria ocorrido então?

Com toda certeza, alguns de seus filhos não estariam aqui. Se vocês tivessem se intrometido a princípio e logo depois desistido desse dever de alimentar, educar, cuidar etc.. muitos deles não teriam conseguido alcançar nenhuma meta, apesar do esforço inicial de vocês. Se os pais não se preocupassem com o que os filhos fazem, aonde vão, e com quem saem, talvez muitos deles não estariam mais entre nós, ou quem sabe estariam em um hospital ou aprisionados em algum vício.

Estou certo, porém, que diante destas palavras: "Não se meta na minha vida..." podemos responder juntos:

“Filho, eu não me meto em sua vida, você é que se meteu na minha, e posso lhe assegurar que desde o primeiro dia até hoje eu me sinto o homem mais feliz de todos”.

Pais, graças a Deus por terem se metido na vida de seus filhos, porque graças a isso agora podemos vê-los realizados em mais uma etapa de sua formação.

Somente os pais que sabem se meter na vida de seus filhos conseguem fazer deles homens e mulheres de bem.

Muito obrigado, papais! 

Aos filhos, tenho a dizer que valorizem seus pais, se eles não são perfeitos, vocês muito menos o são, ou então aguardem mais um pouco até conhecerem os críticos mais implacáveis desta vida: seus próprios filhos.

A origem do Dia dos Pais

Ao que tudo indica, o Dia dos Pais tem uma origem bem semelhante ao Dia das Mães, e em ambas as datas a idéia inicial foi praticamente a mesma: criar datas para fortalecer os laços familiares e o respeito por aqueles que nos deram a vida.

Conta a história que em 1909, em Washington, Estados Unidos, Sonora Louise Smart Dodd, filha do veterano da guerra civil, John Bruce Dodd, ao ouvir um sermão dedicado às mães, teve a idéia de celebrar o Dia dos Pais. Ela queria homenagear seu próprio pai, que viu sua esposa falecer em 1898 ao dar a luz ao sexto filho, e que teve de criar o recém-nascido e seus outros cinco filhos sozinho. Algumas fontes de pesquisa dizem que o nome do pai de Sonora era William Jackson Smart, ao invés de John Bruce Dodd.

Já adulta, Sonora sentia-se orgulhosa de seu pai ao vê-lo superar todas as dificuldades sem a ajuda de ninguém. Então, em 1910, Sonora enviou uma petição à Associação Ministerial de Spokane, cidade localizada em Washigton, Estados Unidos. E também pediu auxílio para uma Entidade de Jovens Cristãos da cidade. O primeiro Dia dos Pais norte-americano foi comemorado em 19 de junho daquele ano, aniversário do pai de Sonora. A rosa foi escolhida como símbolo do evento, sendo que as vermelhas eram dedicadas aos pais vivos e as brancas, aos falecidos.

A partir daí a comemoração difundiu-se da cidade de Spokane para todo o estado de Washington. Por fim, em 1924 o presidente Calvin Coolidge, apoiou a idéia de um Dia dos Pais nacional e, finalmente, em 1966, o presidente Lyndon Johnson assinou uma proclamação presidencial declarando o terceiro domingo de junho como o Dia dos Pais (alguns dizem que foi oficializada pelo presidente Richard Nixon em 1972).

No Brasil, a idéia de comemorar esta data partiu do publicitário Sylvio Bhering e foi festejada pela primeira vez no dia 14 de Agosto de 1953, dia de São Joaquim, patriarca da família.

Sua data foi alterada para o 2º domingo de agosto por motivos comerciais, ficando diferente da americana e européia.

Em outros países

Pelo menos onze países também comemoram o Dia dos Pais à sua maneira e tradição.

Na Itália, Espanha e Portugal, por exemplo, a festividade acontece no mesmo dia de São José, 19 de março. Apesar da ligação católica, essa data ganhou destaque por ser comercialmente interessante.

Reino Unido - No Reino Unido, o Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho, sem muita festividade. Os ingleses não costumam se reunir em família, como no Brasil. É comum os filhos agradarem os pais com cartões, e não com presentes.

Argentina - A data na Argentina é festejada no terceiro domingo de junho com reuniões em família e presentes.

Grécia - Na Grécia, essa comemoração é recente e surgiu do embalo do Dia das Mães. Lá se comemora o Dia dos Pais em 21 de junho.

Portugal - A data é comemorada no dia 19 de março, mesmo dia que São José. Surgiu porque é comercialmente interessante. Os portugueses não dão muita importância para essa comemoração.

Canadá - O Dia dos Pais canadense é comemorado no dia 17 de junho. Não há muitas reuniões familiares, porque ainda é considerada uma data mais comercial.

Alemanha - Na Alemanha não existe um dia oficial dos Pais. Os papais alemães comemoram seu dia no dia da Ascensão de Jesus (data variável conforme a Páscoa) . Eles costumam sair às ruas para andar de bicicleta e fazer piquenique.

Paraguai - A data é comemorada no segundo domingo de junho. Lá as festas são como no Brasil, reuniões em família e presentes.

Peru - O Dia dos Pais é comemorado no terceiro domingo de junho. Não é uma data muito especial para eles.

Austrália- A data é comemorada no segundo domingo de setembro, com muita publicidade.

África do Sul - A comemoração acontece no mesmo dia do Brasil, mas não é nada tradicional.

Rússia - Na Rússia não existe propriamente o Dia dos Pais. Lá os homens comemoram seu dia em 23 de fevereiro, chamada de "o dia do defensor da pátria" (Den Zaschitnika Otetchestva).

Independente do seu lado comercial, é uma data para ser muito comemorada, nem que seja para dizer um simples "Obrigado Papai" !

 

 NAVALHA DE OCKHAM

  Uns dizem que Guilherme de Ockham foi o último dos pensadores medievais, outros, que ele foi o primeiro dos pensadores modernos. Seja como for, é deste frade franciscano do século XIV a honra de demarcar a virada do pensamento escolástico medieval em direção ao pensamento científico moderno.

Guilherme de Ockham (algumas vezes grafado Occam) nasceu no vilarejo de Ockham, na Inglaterra, entre 1280 e 1300. Completou seus estudos na Universidade de Oxford, onde lecionou por algum tempo, posteriormente mudando-se para Paris. Em 1324 foi chamado pela primeira vez diante do Papa para prestar contas por suas idéias pouco ortodoxas. Quatro anos depois foi excomungado devido ao seu apoio ao grupo conhecido como "Os Espirituais", a ala extremista da Ordem Franciscana que se opunha à opulência da Igreja, e fugiu para a corte do Imperador Luís em Munique (um rival do Papa), onde viveu até sua morte, possivelmente em 1349.

Ockham poderia ser classificado como empirista e cético. Empirista por defender a necessidade da experimentação como fonte do conhecimento, em oposição à crença corrente de que o verdadeiro conhecimento só poderia ser obtido pelo uso da razão pura; e cético, na medida que dizia ser impossível provar a existência de Deus através de qualquer ferramenta racional (embora não fosse por isso um descrente). Ao pregar a separação entre a religião e a razão, Ockham traçou uma linha divisória entre os assuntos da fé e da razão e permitiu libertar a filosofia, berço comum de todas as ciências, da teologia.

Hoje em dia o nome de Ockham se encontra imortalizado no famoso argumento dialético de sua autoria conhecido por "Navalha de Ockham", o princípio de que diante de duas teorias que explicam igualmente os fatos observados, a mais simples é a correta. A seguir analisamos um pouco melhor esta e outras idéias filosóficas de Ockham.

O pensamento de Ockham

Platão acreditava que existiam dois mundos, um mundo invisível ao homem constituído de idéias ou formas e o nosso próprio mundo constituído de objetos e coisas. As propriedades de um objeto em nosso mundo (cor, consistência, brilho, beleza, etc) seriam conseqüências da forma deste objeto no mundo das formas ou idéias. Por exemplo, uma cadeira poderia possuir algumas ou todas as propriedades da forma "cadeira" (serve para sentar, possui encosto, tem quatro pernas, etc) existente no universo das idéias. O homem somente poderia apreciar e tocar os objetos e coisas, mas deveria se lembrar que este não é o universo real. É sobre isso que trata a famosa alegoria da Caverna de Platão, onde pessoas acorrentadas numa caverna de costas para a entrada são capazes de ver somente as sombras projetadas pelo mundo externo e por isso acreditam que estas sombras são as coisas reais e que não há nada além da caverna. Como conseqüência, Platão acreditava que as coisas em nosso mundo eram irreais e imperfeitas, tanto mais irreais e imperfeitas quanto mais se distanciassem de sua forma do mundo das idéias (é fácil entender assim, o sentido original da palavra "ideal"). Daí, Platão negava que qualquer conhecimento verdadeiro pudesse advir da observação da natureza e da experiência, e que tentar aprender com o que os nossos sentidos nos mostram seria o mesmo que tentar aprender algo a partir das sombras na caverna. A razão e somente ela, segundo Platão, possibilitaria o conhecimento.

Aristóteles, discípulo de Platão, manteve em sua filosofia os universais (como eram conhecidas as formas) de seu mestre, mas acreditava que estas podiam ser alcançadas pelo exame e comparação das coisas em nosso mundo. Graças principalmente a Tomás de Aquino, que tomou a filosofia de Aristóteles e a conformou segundo a ótica cristã, esta visão prevaleceu no mundo medieval.

Ockham por outro lado era um Nominalista, ou seja, acreditava que os universais dos quais falavam Platão e Aristóteles não passavam de nomes, palavras, definições. O que importava para Ockham era o concreto, o palpável, o objeto passível de experimentação. O conhecimento deveria vir da experiência, dos sentidos, pois não poderia existir uma idéia sem que uma experiência sensível a gerasse. Este foi o nascedouro de uma discussão que se arrastou por séculos e ainda se arrasta dividindo empiristas e racionalistas.

Como decorrência de seu empirismo, Ockham acreditava que não se poderia produzir nenhuma prova racional da existência de Deus. Deus seria uma experiência sensorial e acreditar Nele dependeria da fé, e da fé somente. Divorciando a razão e a fé, Ockham prestou um inestimável serviço à filosofia e as ciências que dela nasceriam. Mas visto que o principal papel da filosofia na Idade Média era o de fornecer uma base lógica para a teologia, Ockham também prestou um igual serviço à teologia, que livre da obrigação de tentar justificar-se racionalmente, pode alçar vôos mais extravagantes. Em nome da fé tudo passaria a ser possível e o céu (literalmente) seria o limite.

Como franciscano, Ockham acreditava na tese de que Jesus em vida não havia tido posses e que portanto a Igreja e seus seguidores deveriam despojar-se de todos os bens materiais e viver na pobreza. Ockham, que se bom franciscano só devia possuir a túnica que vestia (tudo além disso seria uma extravagância), parece ter aplicado este ideal franciscano à filosofia e propôs retirar dela toda redundância, todo o peso extra, tudo o que lhe fosse supérfluo. Ockham em suas obras escreveu: "Pluralitas non est ponenda sine neccesitate" (Entidades não devem ser multiplicadas além do necessário), ou seja, é inútil fazer com mais o que pode ser feito com menos. Os estudiosos dos séculos posteriores aplicaram este pensamento ao método científico e uma versão modificada desta frase se tornou conhecida por "Navalha de Ockham".

Sobre a Navalha de Ockham

A Navalha de Ockham da maneira como foi popularizada pela ciência (um tanto diversa da sua formulação original) diz que entre duas teorias que explicam igualmente os mesmos fatos, a mais simples é a correta. Em outras palavras, se uma explicação simples basta, não há necessidade de buscar outra mais complicada. A Navalha também é conhecida por "Princípio da Economia".

Um exemplo clássico do uso deste principio pode ser visto na discussão histórica em torno da estabilidade do Universo. Isaac Newton, um gênio da física mas também um homem profundamente místico, estava convencido de que os planetas não poderiam permanecer imutavelmente em suas órbitas sem a interferência de Deus. Imaginava o Universo como um relógio (uma invenção relativamente moderna em sua época), o qual Deus teria posto em movimento na Criação e que precisava ser corrigido de tempos em tempos, tal qual um relógio que precisa de corda para continuar funcionando. Sem Deus agindo como um relojoeiro celeste, calculara Newton, os planetas, acabariam arrefecendo seu movimento devido às mútuas influências gravitacionais, desviando-se de suas órbitas até colidirem entre si. Foi somente um século depois de Newton, que Pierre Simon de Laplace mostrou, com a ajuda de métodos matemáticos de aproximação, que se os planetas não se desviavam de suas órbitas era porque as interferências gravitacionais entre eles se compensavam e anulavam-se a longo prazo. Quando indagado por Napoleão sobre por que Deus estava ausente de sua teoria, Laplace respondeu: "Sire, não precisei desta hipótese".

Laplace havia aplicado a "Navalha de Ockham" à sua cosmologia: entre duas teorias, uma que exigia a existência de uma superentidade vigilante para criar e manter o universo em movimento e outra que podia conter os fenômenos observados sem incluir hipóteses adicionais, Laplace escolheu a segunda, aquela com o mínimo de suposições necessárias para explicar todos os fatos observados, ou seja, aquela com o menor número de "razões suficientes".

Logicamente Isaac Newton não desconhecia a Navalha de Ockham, até mesmo tinha sua própria versão dela: "Não se deve admitir mais causas às coisas da natureza que aquelas que forem tanto verdadeiras quanto suficientes para explicar sua aparência."

Utilizando a Navalha de Ockham no estudo do paranormal.

Todas as alegações de fenômenos paranormais têm algo em comum: entre duas hipóteses que explicam igualmente os fatos "paranormais" observados, uma baseada em conhecimento bem fundamentado pela ciência e outra envolvendo seres de outros planetas, espíritos, anjos, demônios, magia, campos de energia misteriosos, ou simplesmente forças físicas desconhecidas, muitos preferem a segunda, mais "complicada", do que a primeira, mais "simples".

Um exemplo (dos mais pitorescos): Muitos querem crer que os círculos nas plantações inglesas (crop circles) têm sido feitos por alienígenas interessados em se comunicar conosco. Em 2001 foi encontrado na Inglaterra um círculo que reproduzia a mensagem enviada pelo radioteléscópio de Arecibo ao espaço em 1974 como parte do programa SETI (Search for Extraterrestrian Intelligence). A mensagem reproduzida no círculo era idêntica à original, exceto que os dados relativos à raça humana, como o DNA e uma figura humana, tinham sido trocados por dados e uma figura supostamente alienígenas. Enquanto os ufólogos ficaram exultantes, os cientistas do programa SETI disseram que o tempo necessário para que o sinal enviado em 1974 chegasse à estrela mais próxima (na direção em que o sinal foi enviado) mais o tempo que uma suposta raça inteligente levaria para vir desta estrela até a Terra seria muito maior do que o tempo decorrido desde a transmissão. Ou seja, mesmo que exista uma raça extraterrestre inteligente (o que é justamente o que quer descobrir o projeto SETI), ainda é cedo para que respondam a transmissão iniciada em 74. Seria mais fácil, disseram os cientistas, aceitar o fato de que aquele círculo, como outros, havia sido feito por pessoas em busca de aventura ou reconhecimento. Mas então os ufólogos replicaram (
5thworld.com/Chilbolton/ChilboltonCode.html) dizendo que isto é apenas uma prova de que os alienígenas já estão entre nós há muito mais tempo do que supomos, provavelmente desde o início da vida humana. Bem, isso não é realmente um impedimento lógico, mas vemos que se aceitamos a hipótese dos aliens, somos obrigados também a incorporar o fato de que eles existem entre nós e que podem estar disfarçados como nossos vizinhos (ou isso, ou reformulamos as leis da física para que seja possível viajar numa velocidade maior do que a da luz). Mais adiante quando confrontados com a dificuldade de que, dada a diversidade que a vida pode assumir, seria uma coincidência incrível que estes aliens se parecessem com a figura humanóide retratada no círculo, os ufólogos responderam que uma raça suficientemente avançada para viajar pelo espaço, e que já se encontra na Terra há milhares de anos, certamente dominaria a engenharia genética necessária para alterar conforme seu desejo a vida local (nós). Resumindo: empurrados pela lógica através do tortuoso pensamento ufológico, a "hipótese alien" nos deixou nas mãos, não apenas alienígenas casuais, mas alienígenas vivendo entre nós, que alteraram geneticamente a vida na Terra para que nos desenvolvessemos à sua imagem e semelhança, e que a despeito de tanta tecnologia e disposição se comunicam com a raça humana através de códigos em plantações.

Eis o problema em se ser pródigo em pressupostos e ir além do estritamente científico.

Algumas advertências sobre o mau uso da Navalha

Como todo princípio científico mal compreendido e vulgarizado pela repetição (E=mc2, entropia, caos, herança genética, etc), a Navalha de Ockham se tornou um bordão utilizado indevidamente por leigos e por céticos ansiosos demais em descartar explicações incomuns.

Quando se diz que a teoria mais simples é a correta não se quer dizer que a teoria mais fácil de se entender é a correta. Em primeiro lugar porque simplicidade é um critério pessoal e subjetivo. Além disso a natureza certamente não tem vocação para a simplicidade; apesar de algumas leis fundamentais da física serem expressas de forma surpreendentemente simples (como as leis de Newton), isto não significa que a explicação mais simples seja sempre a correta, ou que seja correta num número maior de vezes. Na verdade, à medida que nos aprofundamos nos terrenos da física quântica ou da cosmologia, ocorre justamente o contrário e as explicações tornam-se cada vez mais complexas. Por isso é preciso compreender que a Navalha de Ockham não trata de descartar hipóteses só porque são mais difíceis de entender. O que ela propõe é que se descarte as hipóteses que em igualdade de condições com outras, possuem mais suposições ou mais pressupostos, já que quanto mais suposições, maior a chance de que alguma delas esteja errada.

Sendo assim, o princípio da economia de Ockham se revela uma diretriz, não uma regra; uma indicação de qual caminho seguir, não um sentido obrigatório; ou seja, apenas bom senso sistematizado, que no fundo é tudo do que trata o método científico.

O homem só utiliza 10% da capacidade do cérebro

por Alexandre Taschetto de Castro

Um fator que certamente alimentou a propagação deste mito é o fato de que ele proporciona uma explicação "científica" para a suposta capacidade psíquica ou paranormal de certas pessoas. Enquanto os meros mortais utilizam somente 10% de seu cérebro, algumas pessoas teriam a capacidade (inata ou desenvolvida) de utilizar os 90% restantes, desenvolvendo poderes mentais muito além do geralmente aceito pela ciência. O mesmo argumento é às vezes empregado na propaganda de técnicas ou cursos de desenvolvimento mental que garantem, por exemplo, a obtenção de uma incrível capacidade de memorização.

Infelizmente, por mais que esta idéia inspire nobres esforços em busca do auto-aperfeiçoamento, sabe-se que, apesar de a evolução ter gerado uma certa redundância nos circuitos do cérebro, ele é usado por completo. Diversas técnicas empregadas pela neurociência moderna (tomografia, ressonância magnética, etc) mostram que não existem áreas inativas no cérebro. Como determinadas funções são concentradas em áreas específicas do cerébro, pode ocorrer que em um dado momento uma certa função (e sua região cerebral correspondente) não esteja sendo utilizada. Isto é, não utilizamos 100% do nosso cérebro durante 100% do tempo, mas utilizamos todo o cérebro ao longo de nossas diversas atividades normais.

Mesmo sem o conhecimento destes fatos, não seria muito dificil identificar a falsidade deste mito. Afinal de contas, se a maioria das pessoas deixassem 90% de seu cérebro ociosos, um traumatismo craniano que envolvesse a perda de massa cerebral não seria algo tão grave a não ser que a vítima tivesse o grande azar de perder os 10% importantes. Alguém já viu um médico dizer para a família de uma vítima de um tiro na cabeça, "Seu filho teve sorte, a bala atingiu uma área ociosa do cérebro... "?. Da mesma forma, 90% dos tumores de cérebro seriam facilmente resolvidos, podendo a área afetada ser retirada sem maiores problemas.

Alguém poderia argumentar que os 10% referem-se não ao volume do cérebro, mas a algum índice de atividade (como sua velocidade de processamento ou capacidade de armazenamento). Entretanto, não se conhece nenhuma técnica para a determinação de um limite teórico para estes processos, de forma que seja possível determinar a eficiência do cérebro de uma pessoa em particular. Assim, qualquer quantificação desta eficiência seria nada mais que um "chute", sem qualquer sentido real.

A origem exata deste mito é desconhecida, mas provavelmente deriva da interpretação errônea das primeiras pesquisas sobre o funcionamento do cérebro, no início do século XX. Aparentemente, Einstein inadvertidamente colaborou para a propagação deste mito ao usá-lo para responder a um jornalista que lhe perguntou a razão de sua grande inteligência.

 

 

 

A lua cheia influencia nosso comportamento, o crescimento dos cabelos, etc

por Widson Porto Reis

Ao longo da história da humanidade, a lua cheia sempre esteve relacionada aos desequilíbrios emocionais, ao comportamento violento e à loucura. Não é a toa que a lua cheia é a lua dos amantes apaixonados, dos assassinos seriais, dos lobisomens e de diversas criaturas do folclore nacional. Acredita-se que, durante a lua cheia, aumentem o número de crimes violentos, de suicídios e das internações nos hospícios. A lua cheia também é relacionada à fertilidade e não é incomum que enfermeiras e médicos acreditem que mais mulheres dão à luz na lua cheia. No campo, muitos agricultores consultam a Lua antes de plantar ou podar, assim como nos salões de beleza muita gente faz o mesmo na hora de cortar o cabelo. Mas será que estes mitos lunares resistem aos dados da ciência?

Não é de hoje que cientistas buscam correlações entre a lua cheia e o comportamento humano. No que diz respeito aos nascimentos durante a lua cheia, o físico brasileiro Fernando Lang da Silveira foi um dos que colocou o mito à prova, em seu trabalho intitulado "Marés, Fases da Lua e Bebês". Utilizando os dados de 93.000 estudantes cadastrados nos concursos da UFRGS e comparando-os com as tabelas lunares do Observatório Nacional, Fernando Lang, pôde constatar que não havia correlação entre o número de nascimentos e a fase da Lua. Na Espanha um estudo semelhante foi conduzido pelo Hospital de Cruces, na cidade de Barakald e tampouco foi detectado algum aumento no número de nascimentos durante a lua cheia. Mas o mais abrangente estudo sobre o assunto foi feito pelo astrônomo Daniel Caton, que em 2002 analisou mais de 70 milhões de registros de nascimentos ao longo dos últimos 20 anos. Sua conclusão foi inequívoca: não há nenhuma relação entre a lua cheia e o número de partos.

 

Quanto aos suicídios, diversos estudos mostraram que eles não são mais comuns durante a lua cheia como se pensa; pelo contrário: um estudo realizado pelo Instituto de Saúde Pública da Finlândia divulgado em 2000 mostrou que em 1.400 casos de suicídio ocorridos ao longo de um ano na Finlândia, uma quantidade significativamente maior ocorreu durante a lua nova, quando a luminosidade é menor.

Loucos não são chamados de lunáticos à toa. O mito de que a lua cheia provoca maior atividade nos hospícios é um dos mais populares entre os mitos lunares. Também é mais um a não encontrar apoio nos lúcidos dados estatísticos. O psicólogo canadense Ivan W. Kelly e seus colegas da Universidade de Saskatchewan investigaram em 1996 mais de 100 estudos relacionados ao efeito lunar e não encontraram nenhuma relação entre a lua cheia e algum comportamento que possa remotamente ser rotulado como lunático. Uma boa coleção destes estudos até a década de 80 pode ser encontrada no livro "Astrology: True or False? - A Scientific Evaluation" de Roger Culver e Philip Lanna.

E quanto aos animais, geralmente mais irracionais que os homens? Será que pelo menos eles não ficam um tanto mais insanos na Lua cheia? Não segundo os pesquisadores Simon Chapman e Stephen Morrell da Universidade de Sidney. A pedido dos fazendeiros locais, que tinham como certo o fato de que os cães mordem mais pessoas na Lua cheia, os dois decidiram examinar o mito e produziram o estudo: "Barking mad? Another lunatic hypothesis bites the dust". A conclusão é de que pelo menos os cães canadenses não mordem as pessoas mais frequentemente na Lua cheia do que em outra luas (pelo menos não o suficiente para levá-las ao hospital). Este estudo vai de encontro a outro que mostrou resultado oposto com cães ingleses, mas que foi criticado por não tratar separadamente os finais de semana e feriados, onde normalmente os atendimentos são maiores.

E já que estamos falando em hospitais, um outro estudo - "Effect of lunar cycle on temporal variation in cardiopulmonary arrest in seven emergency departments during 11 years" - publicado no European Journal of Emergency Medicine, desmonta o mito de que há mais atendimentos de emergência a pacientes cardíacos durante a lua cheia (embora tenha encontrado uma média de 6,5 % menos ressucitações na lua nova).

Outro mito popular é de que durante a lua cheia acontecem mais crimes, especialmente os violentos. Durante algum tempo, este mito gozou de alguma credibilidade científica, graças ao pesquisador Arnold L. Liber da Universidade de Miami. Liber investigou 14 anos de ocorrências policiais no estado da Flórida e disse ter encontrado maior atividade criminal durante a lua cheia. Este estudo até hoje é amplamente citado, especialmente pelos esotéricos, que vêem nele a prova de suas crenças, porém nenhum outro pesquisador conseguiu chegar aos mesmos resultados de Liber. O astrônomo George Abell da Universidade da Califórnia, por exemplo, ao analisar os mesmos dados, realmente constatou que o número de crimes aumenta nos períodos de maior calor e nos feriados, mas não encontrou nenhuma relação com a fase da lua. Já na Espanha o estudo "Moon cycles and violent behaviours: myth or fact?" publicado no European Journal of Emergency Medicine analisou 1.100 casos de vítimas de agressão atendidos durante um ano no hospital universitário La Candelaria, em Tenerife, e não encontrou nenhuma relação entre os atendimentos e a fase da Lua. Nenhuma relação tampouco foi encontrada por Alex Pokorny e Joseph Jachimczyk, da Escola de Medicina Baylor de Houston, que nos anos 70 analisaram 2500 homicídios ocorridos no Texas, durante quatorze anos ("Astrology: True or False? - A Scientific Evaluation" de Roger Culver e Philip Lanna).

Já no campo, muitos agricultores acreditam que as colheitas são mais abundantes se as sementes forem plantadas nas fases certas da Lua. Mas não é só isso: em muitas regiões os fazendeiros também consultam a Lua antes de podar plantas, colher maçãs, fertilizar o solo, cortar madeira, castrar animais, desmamar crianças, assar bolos e até mesmo lançar as fundações de uma construção. A crença nos efeitos da Lua vai além das meras tradições populares transmitidas de pai para filho; nos EUA, o "Almanaque do Fazendeiro" oficializa o mito e ensina, entre outras coisas, que o que o dia 21 de maio é perfeito para capinar o mato, já que a vegetação crescerá mais lentamente. O grupo Australian Skeptics é um dos poucos que colocou este mito à prova. Ao plantar sementes em luas "boas" e "ruins" os pesquisadores não encontraram nenhuma diferença significativa no tempo de germinação ou no peso dos vegetais colhidos.

Do crescimento da vegetação ao crescimento do cabelo basta um pulo para imaginação popular. Claro que você já ouviu falar que cortar o cabelo de acordo com a lua pode fazê-lo crescer mais rápido ou com mais volume. O site longhairlovers.com, por exemplo, ensina: "para o cabelo crescer com mais volume corte-o quando a lua estiver cheia na casa de Touro, Câncer ou Leão", e por aí vai. No Rio Grande do Sul a empresa Pilomax embalou a superstição em um produto comercial e vende desde 1968 o Calendário Lunar Pilomax, mais um revolucionário tratamento que promete resolver o problema da queda de cabelos (um cliente satisfeito do sistema diz que usa o produto há vários anos e que ele funciona sim: os pêlos das suas costas, nariz e ouvidos cresceram bastante desde que começou o tratamento, mas não tanto os da cabeça, que continua careca; certamente, pensa ele, porque não levou em conta seu ascendente). Nem todos os cabeleireiros se deixam levar por este mito; os profissionais mais sérios o colocam na mesma categoria de outras superstições populares conhecidas por "hair-voodoo" (do tipo: "usar boné provoca queda de cabelo). O dermatologista Valcinir Bedin, presidente da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo assegura que a Lua não influi na maneira e na velocidade com que o cabelo cresce e que independentemente da fase lunar, a média de crescimento mensal do cabelo é de 1 centímetro (Veja, edição 1638, 1/3/2000, p. 127).

De onde vêm os mitos lunares?

Praticamente todos os mitos relacionados à Lua vêm de uma falácia, ou seja, de uma associação lógica que parece verdadeira, mas não é. Todo mundo sabe que a Lua afeta as marés; ora, se nosso corpo é constituído em sua maior parte de água, ele não poderia também ser influenciado pela Lua, manifestando uma espécie de "maré corporal"? Esta idéia parece tão lógica que já rendeu um livro inteiro: "How the Moon Affects You" de Arnold L. Lieber (responsável pelo estudo que citamos acima), publicado pela primeira vez em 1978 com o nome "The Lunar Effect". (Neste livro, entre outras coisas Liber previu um grande terremoto na Califórnia em 1982, provocado pelo alinhamento dos planetas que ocorreu naquele ano. O terremoto não aconteceu, mas como isso não é coisa que costuma desanimar os futurólogos, Liber renovou a previsão na nova edição de seu livro, desta vez sem marcar a data).

Parece lógico, mas não é. O problema é que a influência da Lua nas marés é gravitacional (e não magnética como espalham alguns sites esotéricos por aí) e a força gravitacional é uma força muito, muito pequena (é a mais fraca das forças físicas conhecidas). Sendo tão pequena, a força gravitacional só se torna perceptível quando estão envolvidas massas muito, muito grandes, como, por exemplo, as massas da Lua e dos oceanos da Terra (esclarecendo: ela é proporcional às massas dos corpos e inversamente proporcional ao quadrado da distância entre eles). É por isso que, assim como você será incapaz de perceber marés em um copo d'água, também o nosso corpo não sentirá qualquer influência perceptível da Lua. De fato, um mosquito pousado no seu cabelo exerce mais força sobre ele do que a distante Lua, independentemente da fase.

Eis um outro problema para a teoria das tais marés corporais: como a força gravitacional depende da distância e como a distância entre a Lua e a Terra praticamente não se altera (a órbita da Lua é bem pouco elíptica), as marés não são provocadas pela fase da Lua. Sim, as marés são mais fortes na lua cheia e na lua nova, mas somente porque nestes períodos a Lua e o Sol estão alinhados e a força gravitacional dos dois exercida sobre os oceanos se soma. Assim, se alguém aceitar a teoria das marés corporais terá que reeditar todos os mitos lunares e incluir a lua nova entre eles.

 

Finalmente, o mito de que os ciclos menstruais são regidos pelos ciclos lunares envolve um mero probleminha de aproximação. O ciclo menstrual médio é de 28 dias (e isso porque apenas 30% das mulheres têm períodos que diferem de menos de dois dias da média) enquanto o ciclo lunar é de imutáveis 29,53 dias. A diferença de 1 dia e meio não perturbou nossos ancestrais que inclusive colocaram na raiz da palavra menstruação, a palavra grega para Lua (menus). Em todo o caso, aqueles que vêem algo de espetacular no fato de que, entre todos os mamíferos, apenas a mulher apresenta um ciclo de ovulação mais ou menos parecido com o lunar, está negligenciando a pequenina cuíca, um marsupial semelhante ao gambá, nativo das Américas. A cuíca (opossum) também tem um ciclo de aproximadamente 28 dias. É de se imaginar o misterioso desígnio que reservaria unicamente às mulheres e cuícas um ciclo de ovulação quase igual ao lunar...

 

 

 

 

 

 

   Cafeína pode proteger o coração

Beber vários copos de chá ou de café por dia pode proteger a pessoa contra doenças do coração, foi a conclusão de um estudo de 13 anos realizado na Holanda. Entre as 40000 pessoas pesquisadas, aqueles que bebiam mais de seis xícaras de chá por dia mostraram uma redução de um terço no risco de desenvolver doenças cardíacas.

Outro resultado interessante da pesquisa foi que as pessoas que bebiam mais cafeína, além de maior proteção cardíaca, por conta da ingestão dessa substância não eram mais propensas do que a população geral a morrer de outras.

 Apesar de algumas pesquisas sugerirem que, teoricamente, o café teria propriedades capazes  de aumentar os níveis de colesterol, ele combateria processos inflamatórios associados às doenças cardíacas. E, de fato, um estudo no jornal da Associação Americana do Coração encontrou dados sugestivos de que as pessoas que bebiam entre duas e quatro xícaras de café por dia reduziam o risco da doença cardíaca em 20%.

Para esses efeitos benéficos deve-se considerar o uso regular da cafeína, ou seja, o hábito de tomar café. Para uma pessoa que não faz uso regular da bebida, duas a três xícaras de café forte, correspondendo a aproximadamente 250 mg de cafeína, pode causar aumento da freqüência cardíaca (taquicardia) e, em alguns casos, a sensação de palpitação produzida pela ocorrência de extra-sístoles.

Sob efeito da cafeína os vasos sangüíneos cerebrais apresentam diminuição do calibre. Essa vasoconstricção cerebral é a propriedade que justifica o emprego da cafeína no tratamento de crises de enxaqueca, onde a vasodilatação existente é responsável pelo quadro, e é combatida pela cafeína.

 

 

"É basicamente uma boa notícia para quem gosta de chá e café. Estas bebidas parecem oferecer benefícios para o coração sem elevar o risco de morrer de qualquer outra coisa", disse a professora Yvonne van der Schouw, chefe da pesquisa. Ellen Mason, enfermeira chefe da cardiologia da British Heart Foundation, disse que "este estudo acrescenta mais peso à evidência de que beber chá e café com moderação não é prejudicial para a maioria das pessoas, e pode até mesmo diminuir o risco de doença cardíaca".

 

   

Farsas da Internet

De e-mails mentirosos a fotos montadas, quem de nós nunca se deparou com uma farsa que circula na internet?
                                                                                 
Algumas das farsas tornaram-se tão populares que até hoje em dia circulam na rede. Muitas pessoas acreditam nessas mentiras, principalmente os internautas novatos.

Pior que isso, assustadas, essas pessoas repassam a foto, texto, achando que assim estariam ajudando alguém a evitar, e na verdade é o contrário que acabam fazendo, são usadas para que a farsa espalhe-se mais rapidamente.

Eu já perdi as contas de quantos e-mails com notícias falsas recebi, nem tenho o trabalho de ler. Quando recebo aqueles e-mails repassados apago-os imediatamente. Não vale a perda de tempo.

Tem pessoas que não se "tocam" mesmo, repassam e-mails enormes, enchem a caixa de quem recebe de lixo inútil.

Esses dias eu recebi um e-mail dizendo ser de uma pessoa que eu tinha conhecido no passado, e que teríamos perdido contato por ela ter precisado viajar, e muito blá, blá, blá... Tudo mentira!!!

Nesse e-mail vinha um link que seria de uma foto tirada há muito tempo, e pedindo para que eu visse essa foto. Adivinhe o que tinha por trás do link da foto? Por trás do endereço da foto tinha um link para um site onde existia um programinha para ser baixado no computador, com certeza um vírus ou algum arquivo malicioso.

É claro que não cliquei no link, sempre coloco a seta do mouse sobre o endereço para saber quel é o endereço real. A aparência do link pode ser de um endereço de site, mas por trás pode existir um link para baixar algum arquivo contendo vírus, worms, etc.

Tenha sempre cuidado!!! É preferível não ser curioso e evitar muita dor de cabeça depois.

Tem também aquelas correntes que pedem para você repassar o e-mail a todas as pessoas que você conhece. Não repasse, não ajude a infestar a internet com lixo inútil, piadinhas sem graça, fotos bobas, etc.


Não acredite, não obedeça e não repasse e-mails:

• Pedindo para você apagar ou alterar arquivos do seu computador
• Pedindo para você doar dinheiro para uma pessoa que precisa ser operada
• Com notícias sobre a morte de pessoas, atentados, tragédias, etc.
• Com receitas "milagrosas" para curar determinada doença
• Dizendo que você ganhará prêmios para repassar o e-mail

Proteja-se!!! Conheça as farsas que circulam na internet:
No site http://www.e-farsas.com você fica sabendo quais são os boatos, fotos montadas, golpes, e-mails mentirosos, notícias falsas, lendas. Tem também as 10 Farsas mais procuradas e conselhos para prevenir-se.

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Autor: Mario Lopes
www.sitequente.com

   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   
   

 

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